sábado, 18 de dezembro de 2010

Seria Eduardo Sterblitch reencarnação de Buster Keaton?

               
Desde a entrevista que Eduardo Sterblitch, mais conhecido por “César Polvilho”, “Malisa”, ou ainda por Freddie Mercury Prateado e Serginho do "BBB" concedeu ao Jô Soares, outro comediante de gabarito da televisão brasileira - que não cansou de enaltecer o talento do jovem entrevistado - algumas questões relacionadas ao seu tipo de humor afloraram em minha cabeça e passei a admirar e prestar mais atenção no trabalho de Eduardo.
A semelhança com Buster Keaton, o grande comediógrafo/comediante, que atingiu seu apogeu no período do cinema mudo, são incontáveis. Até são parecidos fisicamente, como podemos ver nas fotos abaixo.

Confesso que a cada artigo que leio sobre Eduardo, acredito mais e mais em sua genialidade como comediante e como ator, chegando à metade do que um dia foi Keaton, e olha que isso já é um grande passo pra um jovem de 23 anos.

Buster Keaton era inigualável, não é porque ele é meu comediante do cinema mudo preferido, que eu digo isso. Em minha opinião Charles Chaplin, Harry Langdon, Harold Lloyd eram todos ótimos e super engraçados, mas não chegavam aos pés de Keaton.
Por ter crescido no mundo do teatro de vaudeville, a comédia fazia parte de seu ser, cada célula de seu corpo era habituada à arte de fazer rir, sempre sem rir.
Eduardo tem muito disso também, ele é um palhaço que não ri de si mesmo, ele sabe, assim como Buster sabia, que manter o rosto inexpressivo é a melhor forma de comover as pessoas, já que elas projetam suas próprias emoções naquela expressão, ou melhor, na falta dela.
Na entrevista ao Jô, Eduardo confessou ser um grande admirador de Buster, até dando de presente ao apresentador um box com todos os filmes de Keaton. Bom, então uma reencarnação ele não é. Mas é alguém que de maneira simples e despretensiosa tenta seguir os mesmos passos do ídolo.
Assim como Buster, “César Polvilho” também cresceu no teatro, teve aulas particulares de palhaço e estudou muito grandes nomes da comédia, ou seja, ele sabe o que está fazendo, não é mais um perdido no palco, como tantos que vemos por aí. Ele tem bagagem suficiente por muitos longos anos de vida na comédia e sabe aplicar isso de maneira excelente em seus pequenos quadros do programa Pânico na TV.
                                        


Texto por Mayara Del Bem Guarino

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